UMA PALAVRA JA ESQUECIDA!!!!!

Delicadeza: esta é a palavra que expressa um sentimento cada vez mais difícil de se encontrar. Todos nós já passamos muitos dias, ou semanas inteiras, sem receber nenhum gesto de carinho do próximo – são períodos difíceis, quando o calor humano desaparece, e a vida se resume a um árduo esforço de sobrevivência.

Nos momentos em que o fogo alheio não aquece nossa alma, devemos examinar nossa própria lareira. Devemos colocar mais lenha, e tentar iluminar a sala escura em que nossa vida se transformou.

Se somos capazes de amar, também seremos capazes de receber amor: é apenas questão de tempo. E para isso, mais que nunca, é preciso lembrar-se da palavra esquecida – delicadeza

 

(paulo coelho)

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*****MÃES MÁS***** (??????)

Mães más?

Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.

Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram do supermercado ou revistas do jornaleiro, e os fazer dizer ao dono: “Nós pegamos isto ontem e queríamos pagar”.

Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé, junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.

Eu os amei o suficiente para os deixar ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.

Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.

Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes não, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em alguns momentos até odiaram). Essas eram as mais difíceis batalhas de todas. Estou contente, venci… Porque no final vocês venceram também! E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães; quando eles lhes perguntarem se sua mãe era má, meus filhos vão lhes dizer:

“Sim, nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo…

As outras crianças comiam doces no café e nós só tínhamos que comer cereais, ovos, torradas.

As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvetes no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas.

Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles.

Insistia que lhe disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos.

Ela insistia sempre conosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade. E quando éramos adolescentes, ela conseguia até ler os nossos pensamentos. A nossa vida era mesmo chata!

Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos; tinham que subir, bater à porta, para ela os conhecer.

Enquanto todos podiam voltar tarde tarde da noite com 12 anos, tivemos que esperar pelos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aquela chata levantava para saber se a festa foi boa (só para ver como estávamos ao voltar).

Por causa de nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência.

Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime.

Foi tudo por causa dela!!!

Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos fazendo o melhor para sermos “pais maus”, como minha mãe foi.

Eu acho que este é um dos males do mundo de hoje:

Não há "mães más" suficientes!

(desconheço a autoria)

….ATE UM DIA….QUEM SABE….

"…ATÉ UM DIA QUEM SABE…"

Abri a ternura e transbordei carinhos,
Perpetuei em presentes folias de sensações,
Tua presença de homem invadiu meu caminho,
Te transformei em paixão,
Mas foi tudo ilusão que me dei,
Não queres de fato a leveza de minha alegria felina,
Estou triste com a minha partida,
Enxerguei ela indo embora outro dia,

Ficamos encaixados boca a boca,
Abraços a abraços,
Fui lúbrica, fui amante, fui romã,
Soletrei fetiches,
Toquei com meus dedos teu universo solitário,
Te trouxe paraíso e te mostrei  minha dança,
Brinquei de vadia, fui rameira, fui puro coração,
Mas acima de tudo te trouxe melodia,
Direita, esquerda, sem pressa, bem devagar…
Olha lá…Fui…

Teu silêncio passeou nas minhas avenidas,
Teus movimentos não foram suavemente carinhosos,
Não escutastes os sons da paixão funda,
Não sentistes o verbo,
Não encontrastes o lugar do segredo,
Meu lugar preferido,
O gozo e a pulsação,
Desejos merecendo línguas,
Acariciando, despindo, e agora…
Me despeço de teu dia a dia,

Devoro as regras impostas,
É pra poder declamar versos de vida,
Meus olhos se excitam com o transe,
O verdadeiro da paixão,
Amo o clímax da união,
Romance e sedução, conversa respirando poesia,
Não encontrastes comigo,
Me avisou que chegarias,
Fui ao teu encontro,
Porém desaparecestes diante de minha febre,
Aos pés de minha poesia,

Meu teatro te agride,
Minhas maneiras te oprimem,
Minhas coxas te alucinam,
Mas a minha luz te cega,
Meus flashes te crucificam,
Espartilho, cinta-liga,
Festa, música e requinte,
Tudo isso te assusta,
Preferes ervilha sem poses,
Camisolas de flanela,
Sem pinturas ou champanhes,
Então estou indo…

Meu casulo é desenho com gosto e cheiro,
Que pena que não percebestes o colar de diamantes,
Seria o maior tesouro…
Todos os dias o ritmo incandescente,
Poderias saborear o recheio explosivo do toque suave,
Perceber o celestial unido ao mundano,
Mas tua paixão não é visceral,
Nem santa e muito menos profana,
Não conheces o maremoto súbito que emana,
Não quer viver cachoeiras nem fontes,
Se ajoelhar jamais…
Assim terias que aprender a rezar,
Irias ter que fazer as pazes com a malícia,
Viver assim é perigoso demais pra ti,
Presentear a vida com o milagre,
Mas tens medo de te apaixonar,
Perceba a minha quietude no meu caminhar,
Minhas lágrimas inundam meu despertar,
Até um dia quem sabe…

 
 
Márcia Valéria
Publicado no Recanto das Letras em 28/07/2008

não….

Não sejas o de hoje.
Não suspires por ontens…
não queiras ser o de amnhã.
Faze-te sem limites no tempo.
Vê a tua vida em todas as origens.
Em todas as existências.
Em todas as mortes.
E sabes que serás assim para sempre.
Não queiras marcar a tua passagem.
Ela prossegue:
É a passagem que se continua.
É a tua eternidade.
És tu.

Cecília Meireles

do amor / von der liebe

 livro:
O Profeta
(versão em alemão – Der Prophet)

Do Amor
Von der Liebe

Disse então, Almitra: Fala-nos do Amor.
Da sagte Almitra: Spricht uns von der Liebe

E ele levantou a cabeça e olhou para as pessoas
Und der hob den Kopf und sah auf die Menschen,

e o silêncio caiu sobre eles.
und es kam eine Stille uiber sie.

E com a voz poderosa ele disse:
Und lauter Stimme sagte er:

Quando o amor vos chamar, segui-o:
Wenn die Liebe dir winkt, folge ihr

Apesar do seu caminho ser duro e íngreme.
Sind iher Wege auch schwer und steil.

E quando suas asas vos envolverem, abraçai-o
Und wenn ihre Fluigel dich umhuillen, gib ihr hin,

Apesar da espada escondida entre suas pernas poder
ferir-vos.
Auch wenn das unterm Gefieder versteckte Schwert
dich verwunden kann.

E quando ele falar convosco, acreditai nele,
Und wenn sie zu dir spricht, glaube an sie,

Apesar da sua voz poder esfacelar vossos sonhos como
o vento norte arruína o jardim.
Auch wenn ihre Stimme deine Traeume zerschmettern
kann wie der Nordwind den Garten verwuistet.

Pois mesmo quando o amor vos coroa, ele vos crucifica.
Denn so, wie die Liebe dich kroent, kreuzigt sie dich.

Mesmo quando ele chega à vossa altura e acaricia vossos ramos
mais tenros que tremem ao sol,
So wie sie dich wachsen laessst, beschneidet sie dich.
So wie emporsteigt zu deinen Hoehen und die zartesten
Zweige liebkost, die in der Sonne zittern,

Ele desce até vossas raízes e abala a vossa ligação
com a terra.
Steigt sie hinab zu deinen Wurzeln und erschuittert
sie in ihrer Erdgebundenheit.

Como feixes de milho, ele vos une a si próprio
Wie Korngarben sammelt sie dich um sich.

Ele vos ceifa para desnudar-vos
Sie drischt dicht, um dich nacht zu machen.

Ele retira vossas espigas.
Sie siebt dich, un dich von deiner Spreu zu befreien

Ele vos mói até ficardes brancos
Sie mahlt dich, bis du weisss bist.

Ele vos amassa até ficardes moldáveis;
Sie knetet dich, bis du geschmeidig bist

E depois ele vos designa ao seu fogo sagrado,
para vós vos torneis o pão sagrado do sagrado festim de Deus
Und dann weiht sie dich ihrem heiligen Feuer,
damit du heiliges Brot wirst fuir Gottes heiliges Mahl.

Todas estas coisas o amor fará convosco
até que conheçais os segredos dos vossos corações
e através deste conhecimento, vos torneis fragmentos do
coração da Vida.
All dies wird di Liebe mit dir machen,
damit du die Geheimnisse deines Herzens kennenlernst und in
diesem Wissen ein Teil vom Herzen des Lebens wirst.

Mas se, por medo, buscardes apenas a paz do amor
e o prazer do amor,
Aber wenn du in deiner Angst nur die Ruhe
und die Lust der Liebe suchst,

É melhor que cubrais a vossa nudez e que passeis da eira do amor
Dann ist es besser fuir dich, deine Nackteit zu bedecken
und vom Dreschboden der Liebe zu gehen.

Para o mundo sem estações, onde rireis, mas não todo o vosso riso, e chorareis mas não todas as vossas lágrimas.
In die Welt, ohne Jahreszeiten, wo du lachen wirst,
aber nicht dein ganzes Lachen, und weinen, aber nicht all
deine Traenen.

O amor não dá nada além de si mesmo e não toma nada além de si mesmo.
Liebe gibt nichts als sicht selbst und nimmt nichts als von
sich selbst.

O amor não possui e nem é possuído
Liebe besitzt nicht, noch laessst sie sicht besitzen;

Pois o amor é suficiente ao amor
Denn die Liebe genuigt der Liebe.

Quando vós amais, não deveis dizer:
"Deus está no meu coração", mas sim "Estou no coração
de Deus".
Wenn du liebst, solltest du nicht sagen: "Gott ist in meinem
Herzen", sondern: "Ich bin in Gottes Herzen."

E não pensai que podeis dirigir o curso do amor, se achar
que mereceis, dirige o vosso curso
Und glaube nicht, du kannst den Lauf der Liebe lenken, denn die
Liebe, wenn sie dich fuir wuirdig haelt, lenkt deinen Lauf.

O amor não tem outro desejo além de satisfazer a si mesmo.
Liebe hat keinen anderen Wunsch, als sich zu erfuillen.

Mas se vós amais precisais ter desejos, que sejam estes os vossos
desejos: Aber wenn du liebst and Wuinsche habe mussst, sollst du
dir die wuinschen:

Derreter e ser como um riacho que corre e canta sua melodia
para a noite.
Zu schmelzen und wie ein plaetschernder
der Bach zu sein, der seine Melodie der Nacht singt.

Conhecer a dor do carinho demasiado
Den Schmerz allzu vieler Zaertlichkeit zu kennen.

Ser ferido pela vossa própria compreensão do amor
Vom eigenen Verstehen der Liebe verwunde zu sein;

E sangrar por vossa própria vontade e com alegria.
Und willig und freudig zu bluten.

Acordar ao amanhecer com o coração leve e agradecer por mais
um dia de amor;
Bei der Morgenroete mit befluigeltem Herzen zu erwachen und fuir
einen weiteren Tag des Liebens dankzusagen;

Descansar ao meio-dia e meditar sobre o êxtase do amor;
Zur Mittagszeit zu ruhen und uiber die Verzukuickung der Liebe
nachzusinnen;

Voltar para casa ao entardecer com gratidão;
Am Abend mit Dankbarkeit heimzukehren;

E então dormir com uma prece ao bem-amado
em vosso coração e uma canção de louvor em vossos lábios.
Und dann einzuschlafen mit einem Gebet fuir den Geliebten
im Herzen und einem Lobgesang auf den Lippen

Khalil Gibran

metade……(osvaldo montenegro)

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio.

Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é a platéia
A outra metade é a canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também

PROCURA-SE

PROCURA-SE

Procura-se uma carta
para que eu possa ler
de palavras certas
que não me deixem entristecer.

Procura-se um amigo
sincero e fiel
que possa ficar comigo
que tenha caído do céu.

Procura-se um abrigo
simples e aconchegante
sem surpresas, sem perigos
para um pássaro errante.

Procura-se um amor
certo e verdadeiro
de beijos com sabor
de coração aventureiro.

Procura-se uma vida
de alegrias, sem tristezas
de sorrateira harmonia,
encantamento e beleza.

Procura-se o meu EU
meu interior, minha calma
a paz deste corpo meu
minha essência, minh’alma.

Eritania Brunoro